Lembre-se do Neymar

Tem uma parte do “Poema em linha reta”, do português Fernando Pessoa, que diz assim: “Toda a gente que eu conheço e que fala comigo nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, nunca foi senão príncipe. Sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?” Engraçado como às vezes a gente tem mesmo essa sensação, não é? De que apenas “a idiota aqui” erra e passa vergonha. Mas, olha, vou contar duas coisas que descobri há algumas semanas: todo mundo se sente assim em algum momento do dia. Não do mês ou da semana, do dia. Pode ser culpa do chefe que exagerou na bronca ou do buraco na rua que fez com que tropeçasse. Você vai se sentir meio bobo. A outra descoberta é que, com a mesma frequência, tem gente por aí pagando micos muito maiores e em escala nacional. Veja o Neymar, do Santos, e sua “cavadinha” malsucedida, por exemplo (no dia 29 de julho, no jogo contra o Vitória, que o Santos ganhou por 2×0). Imagine como ele se sentiu na hora e depois, com toda a gozação em cima do “feito”! Pois então, na próxima vez que escorregar na rua, logo após disfarçar e seguir como se nada tivesse acontecido, lembre-se do Neymar e tudo ficará bem. Sério, funcionou para mim ;-)

Coluna publicada no jornal MAIS, em 1/08/2010

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