Jogadores ‘imprestáveis’

Todo mundo ou ninguém é substituível? Pense nos seus colegas de trabalho. Quantos, se demitidos, realmente fariam falta? Você faria falta? Ou, com alguns meses de treino, outra pessoa poderia desempenhar a sua função com a mesma qualidade e comprometimento?

E então você se questiona: como poderia me tornar insubstituível? Uma maneira é centralizar as grandes decisões em você. Menosprezar a capacidade dos colegas em fazer escolhas acertadas, bradar suas vitórias e tornar o time, de certa forma, dependente da sua atuação. Injusto com a equipe? Extremamente. Repressor quanto a novos possíveis talentos? Muito. Mas, como o que importa é subir na tabela e como, no fundo, você sabe que é, sim, substituível, você perpetua o coronelismo/populismo que o lançou à categoria de “lenda”.

Outra maneira é simplesmente ser muito bom no que faz, mostrar-se de fato preocupado com o grupo, transbordar paixão pelo ofício e saber que até os grandes líderes podem ser trocados. A diferença é que, estes, além de virarem referência, não são jamais esquecidos.

Rogério Ceni = ídolo

 
“O Sócrates é invendável e imprestável”, já dizia Vicente Matheus. O Dagoberto, do São Paulo, por exemplo, é um cara que faz diferença em campo, como visto no jogo do Tricolor contra o Atlético-GO (e primeira vitória do técnico Sérgio Baresi), na quinta (2), mas não é “imprestável”. Se ele sair, outros brilharão. Agora, Rogério Ceni… este, sim, soube se tornar inesquecível.

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