Chega de sofrimento

No dia seguinte à festa do centenário corintiano, em setembro, um colega que muito admiro comparou o torcedor alvinegro com um religioso: pois tanto um fiel quanto o outro parece interpretar a desgraça como um sinal divino de que é preciso aumentar a adoração, revigorar e fé e continuar acreditando em uma virada. “Os cem anos do Corinthians se passaram sob o signo do sofrimento. Quanto mais dor, mais amor!” escreveu Valdomiro Neto em sua coluna no Diário LANCE! do dia 1 de setembro.

Quer saber de uma coisa? Estou um pouco cansada dessa carapuça de sofredor tão pateticamente enaltecida pelos corintianos. Mais dor, mais amor o caramba! O futebol, como a vida, já é uma experiência carregada de emoções fortes, com lances inesperados e desfechos surpreendentes. Não há quem ganhe tudo e nem quem perca sempre. E isto basta para tornar o jogo interessante. Mais sofrimento para quê?

Vai entender…

Em novembro, na “final antecipada” entre os dois primeiros da tabela do Brasileirão (na época), o Corinthians venceu o Fluminense por 2 x 1, no Engenhão, e só não virou líder por causa do saldo de gols entre os dois times. No último domingo (10), Fluminense e Cruzeiro, os dois primeiros da tabela hoje, disputaram outra “final antecipada” (o clube mineiro levou a melhor). E o Corinthians? Pois é… deve estar testando o amor e a devoção de seus fiéis.

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