É preciso paixão

Como escreveu Vinicius de Moraes, “quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu. Porque a vida só se dá para quem se deu. Para quem amou, para quem chorou, para quem sofreu.” Sim, é preciso paixão. Mas dá um medo, né?

Assusta porque, apaixonado, você perde a razão. Aposta em resultados improváveis, defende certezas incertas, troca a lógica pela emoção. Sofre, se entrega, ganha uma insegurança que nunca foi sua. Fica um pouco ridículo. Por outro lado, com paixão, você torce, vibra, sente mais. Os apaixonados têm um brilho nos olhos que nos inspira! É como se aquela paixão lhes bastasse e, por isso, parecem mais felizes, serenos.

Não sei se sou mais ou sei mais do que Vinicius, mas, ano passado, fui ridiculamente apaixonada. Sim, tive meu coração partido. Mas a verdade é que faria tudo de novo. Aliás, eu farei tudo de novo. Se, como diria outro poeta, “todas as cartas de amor são ridículas”, a minha já está sendo escrita há algumas rodadas. Bora perder a razão – e o medo de zicar o time – e começar a acreditar que neste ano vai?

Quem?

Vinicius de Moraes morreu em julho de 1980. Mais de trinta anos depois, este carioca, botafoguense ainda me inspira. Para quem não sabe, foi ele quem disse que “a gente não faz amigos. Reconhece-os.” Ah, e o autor de “todas as cartas de amor são ridículas (mas, afinal, só as criaturas que nunca escreveram cartas de amor é que são ridículas)” foi o português Fernando Pessoa (1888-1935).

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