Time mediano

Mediano. Nem bom, nem mal. Não tem grandes ideias no trabalho, mas sempre faz o que pedem. Não é o amor da vida de alguém, mas se dá bem com a sogra. Tem gente que é assim, passa a vida toda na zona intermediária. Por insegurança, preguiça ou mesmo arrogância, esse cara dificilmente briga pelo título. Suas vitórias são para disfarçar as (feias) derrotas, proporcionando alegrias como se apenas para munir a cegueira (ilusão necessária?) dos que insistem em admirá-lo. E ele parece bem assim. Até, claro, ver cair em suas mãos a oportunidade de “expor” aquele que, por suas conquistas, acaba por evidenciar a vergonhosa campanha de quem tinha tudo para estar no topo – e não está. E então, salivando por vingança (não do outro, mas de sua própria mediocridade), nosso amigo mediano dá à inveja o nome de rivalidade, une-se a quem chamava de inimigo e, com gosto, questiona: “é este o grande?”

Mas aí já é tarde. Com sua fragilidade escancarada, ninguém mais olha para o “perdedor” que o mediano insiste em apontar. Todo mundo já percebeu que o perdedor é, na verdade, aquele que, de tão insosso, só pode mesmo contar com a derrota alheia para se sentir menos… sofrível.

Entregar?

Impressionante a atuação de Deola no gol do Palmeiras no jogo contra o líder Fluminense. Não só porque o paranaense não é exatamente conhecido pelas boas defesas que fez no último domingo, mas por resistir à pressão da torcida alviverde, abertamente torcendo a favor do adversário e, com isso, contra o rival Corinthians. Como previsto, o time carioca ganhou (2 x 1). Como previsto, o Palmeiras permanece na zona intermediária. 

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